A AWS estendeu a inferência cross-Region geográfica do Amazon Bedrock para a Índia, tornando Claude Opus 5, Claude Sonnet 5 e Claude Haiku 4.5, da Anthropic, disponíveis com processamento dentro do país.
O perfil Índia roteia requisições apenas entre as regiões de Mumbai (ap-south-1) e Hyderabad (ap-south-2). Entradas e saídas podem transitar entre essas duas regiões mas, segundo a AWS, não saem da Índia. Essa opção se soma à inferência cross-Region global já existente, dando aos clientes uma escolha quando o processamento local é uma exigência, não apenas uma preferência.
O acesso funciona da mesma forma que outros perfis de inferência do Bedrock: pelo playground do console, selecionando a variante "IN" de um modelo, ou de forma programática via Messages API da Anthropic, ou pelas APIs nativas InvokeModel e Converse do Bedrock. Recursos do Bedrock como Guardrails e roteamento inteligente de prompts continuam disponíveis.
Sobre o tratamento de dados, a AWS afirma que a inferência cross-Region roda sobre sua rede interna criptografada e que os dados do cliente não são armazenados em uma região de destino — permanecem na região de origem. O modelo padrão de retenção zero de dados do Bedrock significa que entradas e saídas não são armazenadas, embora a AWS observe que determinados modelos exigem revisão humana se o conteúdo for sinalizado por classificadores automáticos de segurança. Faturamento, consumo de cotas e logs do CloudWatch/CloudTrail permanecem vinculados à região de origem da conta, independentemente de qual região de backend efetivamente atendeu a requisição.
A AWS enquadra a mudança em termos de escala e resiliência: distribuir a inferência entre duas regiões em vez de depender da capacidade de uma só ajuda a manter a vazão durante picos de tráfego, ao mesmo tempo que atende à necessidade de manter o processamento de dados dentro de uma geografia específica.