A Microsoft anunciou a prévia pública do Copilot harness no Foundry Agent Service, segundo o Azure Blog. Trata-se de uma camada de execução gerenciada para agentes definidos de forma declarativa no Foundry. A Microsoft opera o loop do agente e o sandbox. O cliente entrega o conhecimento, os procedimentos e as ferramentas.
O que a prévia traz
A prévia reúne quatro blocos:
- Skills reutilizáveis: instruções, scripts e arquivos de apoio empacotados como um procedimento que o agente aplica em várias tarefas.
- Ferramentas conectadas: ferramentas compatíveis do Foundry e ferramentas via Model Context Protocol (MCP), com autenticação e aprovações configuradas de forma explícita.
- Execução e delegação: os agentes trabalham com arquivos e código e repassam tarefas delimitadas a subagentes integrados, enquanto o agente principal monta o resultado.
- Definições versionadas: os agentes podem ser criados e testados no Foundry ou ficar no mesmo repositório do código da aplicação.
O harness acompanha o contexto de trabalho conforme a tarefa avança e coordena as etapas de modelo e de ferramentas dentro dos limites e das políticas que você definir. Dá para escolher um modelo compatível do Foundry sem reescrever a orquestração em volta dele.
O exemplo da Microsoft é um agente de briefing de pesquisa. Um arquivo de skill descreve o método, e uma definição em YAML liga a busca na web e um interpretador de código. Deploy e chamada passam pelo Azure Developer CLI. O portal do Foundry, um toolkit para Visual Studio Code e um plugin do app GitHub Copilot são outras portas de entrada.
Agentes hospedados de longa duração
Em paralelo, a resiliência para agentes hospedados de longa duração agora tem disponibilidade geral. Nos agentes hospedados, a equipe traz o próprio framework e o próprio loop, e o Foundry cuida da hospedagem. Quando uma interrupção atinge um trabalho que leva horas ou dias, o Foundry a detecta e reinicia a tarefa com a entrada original.
Retomar o trabalho fica a cargo do desenvolvedor. O código precisa salvar o progresso e os resultados intermediários, porque só o histórico da conversa não restaura o que estava em andamento. Se o agente grava em outro sistema, o fluxo também deve verificar se a saída já existe, para que a reinicialização não repita a ação.
Como escolher o nível
A Microsoft descreve três caminhos. Agentes de prompt sem o harness servem para tarefas em que instruções e ferramentas compatíveis bastam. Agentes de prompt com o harness atendem trabalhos que pedem skills, arquivos, subagentes e coordenação mais pesada de ferramentas. Agentes hospedados são para equipes que precisam controlar o framework, o loop, o middleware ou o runtime.
Limites e custo
Durante a prévia, o harness é escolhido no momento da criação do agente. Os agentes que já existem continuam como estão, e ainda não é possível trocar o harness depois de criado o agente. O Foundry configura CPU, memória e comportamento ocioso do sandbox.
A cobrança do harness começa em 1º de dezembro de 2026, por consumo. O uso do runtime é gratuito até essa data, mas a inferência do modelo e as ferramentas e serviços conectados cobrados à parte seguem sendo tarifados normalmente. A partir de 1º de dezembro, o computo do sandbox custa US$ 0,0994 por vCPU-hora e a memória custa US$ 0,0118 por GiB-hora. Os preços podem variar conforme a região e o contrato.
Dois clientes são citados. O CTO da Confluence Technologies diz que uma solução estava rodando em menos de uma semana. O CEO da Fashable afirma que seus agentes conseguem descobrir, engajar e calcular, enquanto as decisões comerciais vinculantes ficam sob controle humano.