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Microsoft abre prévia de harness gerenciado no Foundry

Resposta curta

A Microsoft abriu a prévia pública do Copilot harness no Foundry Agent Service, um runtime gerenciado que cuida do loop do agente, do sandbox, das skills e dos subagentes. A recuperação de agentes hospedados de longa duração já tem disponibilidade geral. O runtime é grátis até 1º de dezembro de 2026; depois, a cobrança é por vCPU-hora e GiB-hora.

O que isso significa na operação

Se você toca vendas, suporte ou operações numa empresa de 10 a 200 pessoas e tem um agente piloto que trava em tarefas de vários passos, esta novidade reduz o custo de engenharia para mantê-lo no ar, já que você deixa de cuidar do loop e do sandbox por conta própria. O ponto de atenção é que skills, aprovações e permissões de ferramentas continuam sendo definidos por você. Aproveite o período gratuito para testar um fluxo, como um briefing semanal de pesquisa de contas, e registre quantas horas de sandbox ele consome. Todo agente que grava em CRM ou helpdesk precisa verificar se o registro já existe, para que uma reinicialização não gere duplicatas, e as decisões comerciais devem ficar com uma pessoa.

A Microsoft anunciou a prévia pública do Copilot harness no Foundry Agent Service, segundo o Azure Blog. Trata-se de uma camada de execução gerenciada para agentes definidos de forma declarativa no Foundry. A Microsoft opera o loop do agente e o sandbox. O cliente entrega o conhecimento, os procedimentos e as ferramentas.

O que a prévia traz

A prévia reúne quatro blocos:

  • Skills reutilizáveis: instruções, scripts e arquivos de apoio empacotados como um procedimento que o agente aplica em várias tarefas.
  • Ferramentas conectadas: ferramentas compatíveis do Foundry e ferramentas via Model Context Protocol (MCP), com autenticação e aprovações configuradas de forma explícita.
  • Execução e delegação: os agentes trabalham com arquivos e código e repassam tarefas delimitadas a subagentes integrados, enquanto o agente principal monta o resultado.
  • Definições versionadas: os agentes podem ser criados e testados no Foundry ou ficar no mesmo repositório do código da aplicação.

O harness acompanha o contexto de trabalho conforme a tarefa avança e coordena as etapas de modelo e de ferramentas dentro dos limites e das políticas que você definir. Dá para escolher um modelo compatível do Foundry sem reescrever a orquestração em volta dele.

O exemplo da Microsoft é um agente de briefing de pesquisa. Um arquivo de skill descreve o método, e uma definição em YAML liga a busca na web e um interpretador de código. Deploy e chamada passam pelo Azure Developer CLI. O portal do Foundry, um toolkit para Visual Studio Code e um plugin do app GitHub Copilot são outras portas de entrada.

Agentes hospedados de longa duração

Em paralelo, a resiliência para agentes hospedados de longa duração agora tem disponibilidade geral. Nos agentes hospedados, a equipe traz o próprio framework e o próprio loop, e o Foundry cuida da hospedagem. Quando uma interrupção atinge um trabalho que leva horas ou dias, o Foundry a detecta e reinicia a tarefa com a entrada original.

Retomar o trabalho fica a cargo do desenvolvedor. O código precisa salvar o progresso e os resultados intermediários, porque só o histórico da conversa não restaura o que estava em andamento. Se o agente grava em outro sistema, o fluxo também deve verificar se a saída já existe, para que a reinicialização não repita a ação.

Como escolher o nível

A Microsoft descreve três caminhos. Agentes de prompt sem o harness servem para tarefas em que instruções e ferramentas compatíveis bastam. Agentes de prompt com o harness atendem trabalhos que pedem skills, arquivos, subagentes e coordenação mais pesada de ferramentas. Agentes hospedados são para equipes que precisam controlar o framework, o loop, o middleware ou o runtime.

Limites e custo

Durante a prévia, o harness é escolhido no momento da criação do agente. Os agentes que já existem continuam como estão, e ainda não é possível trocar o harness depois de criado o agente. O Foundry configura CPU, memória e comportamento ocioso do sandbox.

A cobrança do harness começa em 1º de dezembro de 2026, por consumo. O uso do runtime é gratuito até essa data, mas a inferência do modelo e as ferramentas e serviços conectados cobrados à parte seguem sendo tarifados normalmente. A partir de 1º de dezembro, o computo do sandbox custa US$ 0,0994 por vCPU-hora e a memória custa US$ 0,0118 por GiB-hora. Os preços podem variar conforme a região e o contrato.

Dois clientes são citados. O CTO da Confluence Technologies diz que uma solução estava rodando em menos de uma semana. O CEO da Fashable afirma que seus agentes conseguem descobrir, engajar e calcular, enquanto as decisões comerciais vinculantes ficam sob controle humano.

Fonte: Azure Blog · No Atlas: Microsoft →

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