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Cloudflare adiciona suporte a WebMCP no navegador para agentes de IA Kitesurf

Resposta curta

A Cloudflare atualizou o Kitesurf, seu navegador baseado em Workers voltado a agentes de IA, adicionando suporte a WebMCP para que sites exponham funções chamáveis em vez de exigir simulação de cliques, além de ampliar a cobertura de padrões web (mais de 730 mil subtestes WPT) e oferecer acesso total à Browser Run API via CDP, Playwright, Puppeteer ou MCP. Isso torna a navegação conduzida por agentes mais confiável e mais barata de operar.

O que isso significa na operação

Para uma empresa B2B de 10 a 200 pessoas que constrói ou compra agentes que precisam extrair dados de sites, preencher formulários ou monitorar páginas de concorrentes, isso importa porque o WebMCP permite que um agente chame uma função exposta pelo site (como searchFlights()) em vez de adivinhar pixels e elementos do DOM, reduzindo as taxas de falha em fluxos frágeis de scraping. O Kitesurf agora também funciona com ferramentas padrão (Playwright, Puppeteer, MCP), então uma equipe de operações ou engenharia que já usa esses frameworks para automação interna pode trocar para o Kitesurf como backend de navegador sem reescrever scripts — e ele é gratuito durante o beta da Cloudflare, dentro de limites por conta, o que vale a pena testar antes de contratar um fornecedor pago de navegador headless para fluxos de agentes.

A Cloudflare publicou uma atualização do Kitesurf, o navegador que construiu sobre o Cloudflare Workers especificamente para agentes de IA, e não para usuários humanos, desde que apresentou o projeto em agosto.

A principal novidade é o suporte ao WebMCP, um padrão que permite que proprietários de sites exponham funcionalidades diretamente a agentes como funções chamáveis — por exemplo, uma chamada searchFlights() — em vez de forçar um agente a simular cliques em uma página que não foi projetada para navegação programática. Segundo a Cloudflare, isso reduz a fragilidade típica da automação de navegação baseada em pixels. Desenvolvedores podem testar o recurso pelo playground público kitesurf.dev, usando as próprias ferramentas WebMCP do Cloudflare Radar.

A empresa também adicionou suporte a mais padrões web, incluindo CSS Layout, CSS Object Model, CSS Typed OM, custom elements e resolução de módulos JavaScript baseada em URL. A Cloudflare relata que o Kitesurf agora passa por mais de 730 mil subtestes do Web Platform Tests, um aumento de aproximadamente 500 mil desde o lançamento, mantendo tempo de execução e uso de CPU próximos dos benchmarks iniciais graças a otimizações internas do motor relacionadas à execução de JavaScript, leituras do DOM, temporizadores e carregamento de fontes.

O Kitesurf agora tem cobertura total da Browser Run API da Cloudflare, o que significa que pode ser controlado via CDP, Playwright, Puppeteer ou MCP, e suas Quick Actions (capturas de tela, extração de HTML, geração de PDF) podem ser chamadas dentro de um script Worker por meio de um binding env.BROWSER.quickAction(), e não apenas pela API REST.

Uma adição separada permite renderizar sessões do Kitesurf diretamente em um terminal — instalável via brew install cloudflare/cloudflare/kitesurf — redirecionando a saída do renderizador para protocolos gráficos de terminal em vez de uma imagem, útil para inspecionar o que um agente "vê" em uma página sem abrir uma janela de navegador completa.

A Cloudflare afirma que o Kitesurf continua gratuito durante o beta, sujeito a limites por conta, e que a abertura do código-fonte do projeto está planejada, mas ainda sem data marcada.

Fonte: Cloudflare Blog · No Atlas: Cloudflare OS →

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