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AWS libera APIs de sessão de treino no SageMaker para LLMs

Resposta curta

A AWS adicionou APIs de sessão de treino à customização de modelos serverless do SageMaker AI. Você escreve o loop de treino do LLM (fine-tuning supervisionado, aprendizado por reforço ou objetivos próprios) em Python, na sua máquina, e o SageMaker cuida do trabalho nas GPUs. A cobrança é por token processado, então o tempo gasto em código local de recompensa não custa nada.

O que isso significa na operação

Para uma empresa B2B de 10 a 200 pessoas, isso só interessa se alguém do time já faz fine-tuning de modelos, por exemplo para treinar um modelo de resposta de suporte contra os seus próprios critérios de qualidade ou um modelo de qualificação de vendas contra as suas próprias regras de pontuação. Nesse caso, você não precisa mais escolher entre uma receita gerenciada fixa e a operação de um cluster de GPUs, e a cobrança por token deixa os experimentos mais baratos de comparar. Se você apenas chama modelos hospedados por API, nada muda. O primeiro passo é rodar o exemplo GSM8K com a sua própria função de recompensa e ver quanto uma execução custa antes de se comprometer com qualquer coisa.

A AWS ampliou a customização de modelos serverless no Amazon SageMaker AI com APIs de sessão de treino, segundo um post no AWS Machine Learning Blog. O objetivo é eliminar um dilema no fine-tuning de LLMs: serviços totalmente gerenciados são simples, mas a receita é fixa; opções menos gerenciadas dão controle, mas cobram o preço de operar a infraestrutura.

O que as APIs fazem

Operações como forward_backward(), optim_step() e sample() viram chamadas de API do SageMaker contra uma sessão ativa, na qual o modelo permanece carregado nas GPUs. Você as combina no procedimento que precisar. O serviço cuida da configuração do ambiente de execução, da execução distribuída, da sincronização de gradientes, da recuperação de falhas e do isolamento entre tenants. O loop em si roda na sua máquina e treina um adaptador LoRA sobre o modelo base escolhido.

O SageMaker Python SDK expõe três clientes, criados em sequência: um ServiceClient para as configurações da plataforma, como a função de execução, o local de saída no S3 e, opcionalmente, a chave KMS e a configuração de VPC; um TrainingClient para treino e checkpoints; e um SamplingClient para geração e pontuação. Uma sessão ativa também oferece um endpoint de chat completions compatível com a OpenAI.

Cobrança e onde isso se encaixa

O uso é cobrado por token processado. Segundo a AWS, nenhum tempo de GPU é cobrado enquanto o seu código pontua um lote, carrega dados ou registra logs. O custo acompanha o volume do dataset e da geração, e não o tempo de relógio nem o tamanho do cluster.

A AWS posiciona as APIs entre duas opções que já existiam. Elas dão bem mais controle sobre o algoritmo do que a customização serverless gerenciada, e exigem bem menos trabalho operacional do que os SageMaker Training Jobs ou o HyperPod. Uma sessão em execução conta para uma cota de sessões simultâneas até ser interrompida ou expirar.

Técnicas suportadas e o cookbook

As mesmas primitivas cobrem fine-tuning supervisionado com perda de entropia cruzada, aprendizado por reforço com perdas ppo, importance_sampling ou cispo, e objetivos próprios, como otimização de preferências ou distilação. A AWS também publicou um cookbook de sessões de treino com receitas prontas de SFT e RL. Os modelos base e as Regiões suportados estão listados na documentação, e a fonte não os repete.

Resultados que a AWS informa

Em um exemplo de GRPO no benchmark de matemática GSM8K, com um adaptador LoRA para o GPT-OSS 20B, 10 passos de treino em 40 problemas elevaram a acurácia em dados reservados de 56% para 75%. Na receita de programação competitiva do cookbook, 50 passos de 128 problemas com 8 respostas cada, em dois turnos, elevaram a acurácia em 200 problemas reservados de 40% para 50,5%. São execuções da própria AWS, não resultados independentes.

Para quem é

A AWS direciona as APIs a pesquisadores de pós-treinamento, a times que precisam de uma função de perda ou de um currículo de dados fora do padrão, a quem constrói RL agêntico e multi-turno, e a engenheiros de ML que já superaram o fine-tuning baseado em configuração.

Fonte: AWS Machine Learning Blog

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