A Meta lançou o Muse Spark Open, um modelo open-weight que a empresa descreve como o mais capaz do tipo nos Estados Unidos, segundo o TechCrunch. Na quinta-feira, a Meta divulgou resultados de avaliação que, segundo ela, mostram desempenho superior ao de outros modelos open-weight populares. Esses números vêm da própria Meta, e a fonte não diz que tenham sido checados de forma independente.
O que é o modelo
O Muse Spark Open tem 816 bilhões de parâmetros e janela de contexto de 1 milhão de tokens. É nativamente multimodal e, de acordo com a Meta, foi projetado para trabalho complexo de programação e tarefas de agentes, ou seja, serviços em que o modelo executa várias etapas em sequência, em vez de responder a um único comando.
Rodando em um Mac
O modelo foi pensado para rodar localmente em computadores Apple, resultado de uma colaboração entre Meta e Apple. O problema é a memória: o Engadget, citado pelo TechCrunch, indica a exigência de no mínimo 1 terabyte de RAM. O melhor desempenho vem em um Mac Studio com o chip M5 Ultra.
O que a Meta mostrou o modelo fazendo
A Meta combinou o modelo com o Muse Code, seu terminal de programação com IA, e o usou em vários fluxos de agentes. Um deles foi o trabalho em um cliente de Mastodon, com correção de bugs, novos recursos e um build completo. Outro foi a operação do DaVinci Resolve, software de edição de vídeo, em que o modelo revisou e recortou imagens.
Disponibilidade
A Meta já oferece o modelo em diversas plataformas de API. A fonte não cita quais são nem informa preços, então quem estiver planejando usar o modelo precisará consultar cada provedor.
Por que pesos abertos
O TechCrunch observa que modelos open-weight podem custar bem menos para operar do que os fechados e proprietários, além de oferecerem transparência e flexibilidade que os fechados não têm. Para uma empresa, esse é o principal motivo para olhar um lançamento como este, junto com os fluxos de programação e de agentes demonstrados.