A Strawberry, startup de Estocolmo fundada em 2023, tirou seu navegador de IA da fase beta, segundo o Tech.eu. O produto foi lançado em beta há cerca de um ano, com clientes selecionados.
O que o produto faz
A Strawberry embute a assistência de IA no próprio navegador. Pessoas sem conhecimento de programação podem criar agentes, que a empresa chama de "companions", para tarefas específicas de negócio. Os exemplos citados são vendas, recrutamento, suporte ao cliente e marketing. A Strawberry também oferece agentes prontos, que o usuário pode acionar para executar tarefas de negócio.
A empresa afirma que os agentes aprendem como o restante do negócio funciona e que o trabalho de cada agente é compartilhado por toda a empresa, de modo que ele se comporta como um colega. O argumento é que o contexto, os fluxos de trabalho e os logins de um time já estão no navegador. O CEO, Charles Maddock, defende que o trabalho do dia a dia acontece em várias abas do navegador, e não em arquivos no computador. Ele também disse que os agentes já conseguem trabalhar por semanas seguidas. Essa é uma afirmação dele; a fonte não apresenta evidências a respeito.
A Strawberry é agnóstica em relação a modelos. Diz que seus agentes rodam no dispositivo do usuário, ao contrário das plataformas de IA baseadas em servidor, e apresenta isso como resposta às exigências europeias de soberania.
Quem usa e quanto custa
Entre os usuários corporativos citados estão a Lovable, que usa a ferramenta para buscar engenheiros, e a Tandem Health. A Strawberry diz que os primeiros usuários também criaram assistentes de prospecção de vendas.
Há uma opção gratuita. As assinaturas pagas custam US$ 20, US$ 85 e US$ 250 por mês, de acordo com o uso de créditos.
Concorrência e investimento
Segundo Maddock, a Strawberry compete menos com outros navegadores de IA e mais com grandes plataformas de agentes, como Claude, ChatGPT, Grok Bot e Gemini. A equipe tem 12 pessoas. Uma rodada anterior de US$ 6 milhões foi liderada pela General Catalyst e pela EQT Ventures, com participação de fundadores da Lovable, da Supabase e da Hugging Face. Maddock disse que uma Série A virá quando a empresa planejar escalar o produto na Europa e nos Estados Unidos.