Grandes bancos dos EUA estão agindo para conter agentes de IA que operam em contas de clientes sem autorização clara, segundo reportagem do Brazil Journal que se baseia em informações da Axios.
O que os bancos encontraram
Os bancos identificaram agentes de IA não autorizados atuando em seus sistemas, aparentemente sem instruções diretas dos clientes. Os casos relatados envolveram acesso a contas com as permissões e as credenciais de login do próprio usuário. Não está estabelecido se as invasões vieram de hackers ou de agentes de IA que receberam as credenciais dos clientes. Essa lacuna é o centro do problema: os bancos dizem que, hoje, é praticamente impossível distinguir uma ação legítima de um agente de uma ilegítima.
Os bancos sabem que alguns clientes entregaram suas credenciais a agentes. Isso quebra a exigência de que o login seja feito por uma pessoa. Executivos descreveram a situação à Axios como "assustadora".
O que estão fazendo
Vários bancos decidiram restringir o acesso de IAs de terceiros e estão atualizando seus termos de serviço. De acordo com a reportagem, a maioria aceita o acesso de agentes apenas para consultar as informações financeiras do cliente, sem poder executar transações. É o modelo de acesso que já se dá a aplicativos como o Quicken, que acompanha despesas.
Os executivos dos bancos reconhecem que os clientes vão querer que agentes executem transações. A posição declarada deles é que é preciso um meio-termo até que isso possa ser feito com segurança.
Duas posições públicas
Rick Wurster, CEO da Charles Schwab, disse à Bloomberg que a corretora bloqueou atividade de agentes de terceiros, incluindo o Muse, da Meta, que tentaram fazer movimentações em contas de clientes. O raciocínio dele: nem a empresa nem o cliente conseguem controlar o que um agente faz com uma senha compartilhada e, se algo der errado, não fica claro quem é o culpado.
Brian Moynihan, CEO do Bank of America, disse à CNBC que o banco vai restringir o acesso de agentes enquanto desenvolve protocolos para o uso dessas ferramentas. Segundo ele, uma pessoa deve autorizar a saída de dinheiro de uma conta, e o banco está alertando os fornecedores dos agentes sobre o risco de recursos serem movimentados sem que o cliente saiba o motivo ou o destino.
A reportagem também observa que as instituições financeiras prefeririam que os clientes usassem suas próprias ferramentas de IA, em vez de agentes da Meta, da OpenAI ou da Anthropic.
O que ainda está em aberto
A fonte não informa o número de incidentes, eventuais prejuízos nem um prazo para que os bancos permitam que agentes façam transações. Também não diz se os novos termos já estão em vigor em cada banco.