Sete sites de imobiliárias analisados em 31/10/2026: quem agenda visita com horário, como captam proprietários, o que a área do cliente resolve e o que falta.
Conteúdo9 seções
- Quais sites analisamos e o que cada um faz?
- O anúncio mostra o custo mensal completo?
- O cliente consegue marcar a visita sozinho?
- O que o formulário de captação precisa pedir?
- Para que serve a área do cliente?
- Onde fica o CRECI e por que ele precisa estar lá?
- Buscadores e assistentes de IA conseguem ler o site?
- Quanto custa um site para imobiliária?
- Como montar o briefing do site?
Um bom site para imobiliária faz quatro coisas pelo corretor. Mostra quanto o imóvel custa por mês, com condomínio e IPTU. Deixa o cliente marcar a visita num horário livre. Recebe o proprietário que quer anunciar. E, depois do contrato, entrega a segunda via do boleto e o extrato sem que ninguém precise pedir no WhatsApp.
Para ver como isso aparece nos sites reais, analisamos sete sites de imobiliárias em 31 de outubro de 2026: duas redes grandes, duas imobiliárias regionais e três pequenas, em sete cidades. Abrimos a página inicial, um anúncio, a página de anunciar imóvel e a área do cliente quando havia. Tudo o que segue é o que a página mostrava naquele dia.
Quais sites analisamos e o que cada um faz?
| Site (analisado em 31/10/2026) | Cidade | Visita | Captação de proprietário | Área do cliente | Plataforma |
|---|---|---|---|---|---|
| Lopes | São Paulo | Dias da semana e período, sem horário | Nome, e-mail, telefone, CEP | Não vista | Própria |
| Auxiliadora Predial | Porto Alegre | Dia e horário livres | Tipo, negócio, CEP | Portal; segunda via do boleto pelo WhatsApp | Própria |
| Ibagy | Florianópolis | Pré-agendamento, depois contato | Tipo e contato preferido | Boleto, extrato, manutenção, desocupação | WordPress e Vista |
| Tantus | Curitiba | Mensagem ou WhatsApp | Formulário completo com fotos | Boleto e extrato | Kenlo |
| Galvão Imóveis | Jundiaí | Campo livre "Data da visita" | Formulário completo com valor pretendido | Não há | Union |
| Rever Imóveis | Campinas | Dia e horário livres | Endereço e valor | Login por SMS | Flip CRM |
| Kamanzi Imóveis | Goiânia | Dia e horário, das 8h às 20h | Não vista | Não há | 100Bug.app |
Três dos sete deixam o cliente escolher o horário da visita. Dois têm área do cliente com boleto e extrato. Nenhum aceita pagamento no próprio site, mostra a nota no Google ou tem um assistente que responda fora do horário comercial.
O anúncio mostra o custo mensal completo?
Nas redes grandes, sim, e com detalhe. Um apartamento de 29 m² na Auxiliadora Predial aparece com "Aluguel R$ 2.800", condomínio R$ 507, IPTU R$ 140 e "Total R$ 3.447", além do total com seguro fiança e com Credpago. A Ibagy soma aluguel, IPTU, seguro incêndio e taxa de lixo num "Valor Total Aprox.". A Lopes mostra preço, preço do metro quadrado, condomínio, IPTU e 73 fotos de um apartamento de R$ 2.350.000.
Nos sites pequenos o quadro varia. A Rever e a Kamanzi mostram condomínio e IPTU. Na Galvão Imóveis, uma casa de R$ 550.000 tem "IPTU: -" e "Condomínio: -", sem valor em nenhum dos dois.
O total no anúncio evita a primeira pergunta que quase todo inquilino faz ao corretor, e o cliente chega à visita sabendo que o imóvel cabe no orçamento.
O cliente consegue marcar a visita sozinho?
Em três sites, sim. Na Auxiliadora Predial, o anúncio com a etiqueta "Agendamento Digital" abre uma janela com o texto "Para agendar sua visita, escolha um dia e um horário", com cinco dias e horários de meia em meia hora. Na Rever Imóveis, o cliente escolhe o dia num calendário e depois um horário entre 8h e 17h. A Kamanzi Imóveis põe no próprio anúncio "Agende sua visita com nosso corretor" e oferece horários das 8h às 20h, de domingo a sábado.
Nos três, a confirmação ainda depende de alguém. A Rever avisa que, "após a solicitação", o cliente deve aguardar a confirmação, e a Kamanzi escreve "Entraremos em contato para confirmar sua visita". Nos outros quatro sites a visita é um pedido. A Lopes pede dias da semana e um período. A Ibagy chama de "pré-agendamento online" e manda aguardar contato. A Galvão tem um campo de texto livre "Data da visita". A Tantus oferece mensagem ou WhatsApp e informa atendimento de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30.
O horário importa porque a resposta perde valor rápido. Num estudo publicado na Harvard Business Review, empresas que tentaram contato com o interessado em até uma hora tiveram quase sete vezes mais chance de qualificá-lo do que as que tentaram depois da primeira hora. Se o cliente marca a visita sozinho às 22h, ninguém precisa correr contra esse prazo. O caso seis horas para oito minutos conta como uma imobiliária baixou a resposta de seis horas para oito minutos.
O que o formulário de captação precisa pedir?
O formulário deve pedir o que a avaliação do imóvel vai exigir. A diferença entre os sites é grande. A Lopes pede nome, e-mail, telefone e CEP, e oferece à parte um botão "Calcular valor do meu imóvel". A Auxiliadora acrescenta tipo de imóvel e negócio (venda, aluguel ou os dois) e promete "Anuncie Grátis: Pague Só Depois de Alugar ou Vender!".
A Tantus e a Galvão pedem os dados do imóvel num só formulário. Na Tantus entram finalidade, tipo, valor de venda ou de locação, nome do condomínio, valor do condomínio, se aceita financiamento, endereço, áreas, dormitórios, suítes, vagas e "Anexe suas fotos". Na Galvão, além disso, o "Valor Pretendido (R$)" é obrigatório.
Um formulário longo perde parte dos proprietários, e um curto obriga o corretor a ligar para perguntar tudo. O meio-termo funciona em duas etapas: contato e tipo do imóvel primeiro, e depois um link para completar fotos e números, que o proprietário preenche quando tiver tempo.
Para que serve a área do cliente?
A área do cliente tira da fila do WhatsApp os pedidos que se repetem todo mês. A Ibagy tem o conjunto mais completo da amostra: manual do locatário, pedido de manutenção, segunda via do inquilino, prestação de contas e informe para o imposto de renda do proprietário, fundo de reserva e aviso de desocupação. A Tantus leva a um portal com "2ª via de boletos e o extrato do proprietário".
A Auxiliadora Predial tem um portal com login, mas o link "2ª via de boleto" do topo do site abre uma conversa no WhatsApp. A Rever tem um login por código SMS, e a página não mostrava boleto nem extrato. A Galvão e a Kamanzi têm só o acesso do corretor ao CRM.
Nenhum dos sete aceita pagamento no próprio site. O boleto existe, mas nenhum deixa pagar a reserva, o sinal ou o primeiro aluguel com Pix ou cartão na página do imóvel, nem acompanhar o pagamento depois.
Onde fica o CRECI e por que ele precisa estar lá?
A lei exige. A Lei 6.530/1978, no art. 20, inciso IV, proíbe o corretor e a imobiliária de fazer anúncio relativo à atividade sem mencionar o número de inscrição. A Resolução COFECI 1.065/2007 determina que o número da pessoa jurídica acompanhe o nome, com a sigla CRECI e a letra J, num tamanho de pelo menos 25% do tamanho do nome.
Os sete sites cumprem. A Tantus e a Galvão põem o número no topo, ao lado do logotipo, e a Tantus ainda o declara nos dados estruturados como identificador da empresa. Os outros cinco põem no rodapé.
Buscadores e assistentes de IA conseguem ler o site?
Em parte dos sites, sim. A Tantus, na plataforma Kenlo, publica o anúncio com os tipos RealEstateListing e Offer e um llms.txt com perfil da imobiliária e imóveis "atualizado a cada 30 minutos". A Auxiliadora marca o anúncio com RealEstateListing e Offer, mas declara 39 m² nos dados estruturados para um imóvel que a página mostra com 29 m². A Rever usa RealEstateAgent na página inicial. A Lopes marca o apartamento como SingleFamilyResidence, sem preço. A Galvão e a Kamanzi não têm dados estruturados.
O llms.txt ainda é raro: só a Tantus tinha um com conteúdo, e o da Ibagy abre vazio. Para que serve esse arquivo, e para que não serve, explicamos em o que é llms.txt.
Falta ainda um site em que um agente de IA consiga consultar horários e pedir uma visita em nome do seu usuário. No nosso censo de outubro de 2026, só 1,6% dos sites do Brasil, da Argentina, do Chile e do México tinham uma porta MCP que respondia. Nenhum dos sete tinha.
Quanto custa um site para imobiliária?
Há dois caminhos. As plataformas para imobiliárias cobram mensalidade pelo CRM e vendem o site junto. O Kenlo, por exemplo, lista o plano Prime, para corretor independente ou time pequeno, a R$ 247 por mês no ciclo anual, com implantação sob consulta e o Kenlo Sites oferecido à parte na mesma página. O Jetimob não publica preços. Um site sob medida com agendamento e área do cliente custa de R$ 7.000 a R$ 20.000 ou mais, segundo a Izynet, mais R$ 100 a R$ 500 por mês de manutenção.
O INITE Portal para imobiliárias é um pacote fechado com o que faltou nos sete sites: até oito páginas de serviço, agendamento com lembretes, pagamento de sinal ou cobrança online, área do cliente com o status de cada visita, proposta ou contrato, um assistente que responde fora do horário e passa a conversa ao corretor, e dados estruturados que agentes de IA conseguem ler. Preço e prazo estão na página. Ele roda sobre a mesma base técnica do INITE Estate, o nosso sistema para imobiliárias, e contamos como esse produto foi construído em construímos o mesmo produto duas vezes.
Como montar o briefing do site?
- Anote as três perguntas que o corretor mais responde no WhatsApp. Cada uma precisa de resposta no anúncio: custo total, se aceita pet ou financiamento, quando dá para visitar.
- Defina a agenda de visitas por corretor e por imóvel, com os horários reais, e deixe o cliente escolher dentro dela.
- Divida a captação em duas etapas: contato e tipo do imóvel agora, fotos e números por um link depois.
- Liste o que o inquilino e o proprietário pedem todo mês. Isso é a área do cliente: boleto, extrato, manutenção, aviso de saída.
- Coloque o CRECI ao lado do nome, não só no rodapé.
- Antes de lançar, passe o site atual pela verificação de site da INITE e guarde o relatório para comparar com o novo.
Os mesmos critérios valem fora do mercado imobiliário. No texto sobre sites de construtoras, que analisou no mesmo dia sites dos Estados Unidos, faltam coisas parecidas, como preço antes da primeira ligação, visita com horário e uma página com o status do serviço depois do contrato.
Perguntas frequentes
O que um site de imobiliária precisa ter?
Busca com filtros e o custo mensal completo em cada anúncio (aluguel ou preço, condomínio, IPTU, seguro), agendamento de visita com dia e horário, um formulário de captação que já pede o que a avaliação exige, uma área do cliente com segunda via do boleto e extrato do proprietário, o número do CRECI visível e dados estruturados que buscadores e assistentes de IA consigam ler.
O CRECI precisa aparecer no site da imobiliária?
Sim. A Lei 6.530/1978, no art. 20, inciso IV, proíbe anúncio relativo à atividade sem o número de inscrição, e a Resolução COFECI 1.065/2007 manda que o número da pessoa jurídica acompanhe o nome, com a sigla CRECI e a letra J. Os sete sites analisados para este texto mostravam o número, quase sempre no rodapé.
Dá para o cliente agendar visita direto pelo site?
Dá, e três dos sete sites já fazem isso. A Auxiliadora Predial e a Rever Imóveis mostram dias e horários livres, e a Kamanzi Imóveis oferece horários das 8h às 20h, inclusive no domingo. Nos três, a imobiliária ainda confirma depois. Falta a confirmação automática pela agenda do corretor, com lembrete na véspera.
Quanto custa um site para imobiliária?
Depende de quem faz e do que entra. As plataformas para imobiliárias cobram mensalidade: o Kenlo lista o plano Prime do CRM a R$ 247 por mês no ciclo anual, com o site oferecido à parte. Um site sob medida com agendamento e área do cliente custa de R$ 7.000 a R$ 20.000 ou mais, segundo a Izynet. O INITE Portal é um pacote fechado, com preço publicado na página dele.



