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Startup Baselayer capta US$ 35 milhões para criar credencial de identidade para agentes de IA

Resposta curta

A Baselayer, startup de verificação de identidade empresarial e antifraude, captou uma Série A de US$ 35 milhões liderada pela M13 e lançou sua Agentic Identity Suite, incluindo o sistema de credenciais 'Know Your Agent' (KYA). A credencial permite que lojistas, bancos e plataformas confirmem se um agente de IA está autorizado a agir antes de liberar uma compra ou transação.

O que isso significa na operação

Se sua empresa usa agentes de IA para contratar fornecedores, fazer pedidos, abrir contas ou realizar transações com terceiros em seu nome, isso aponta para uma exigência emergente: esses agentes podem em breve precisar apresentar uma credencial que comprove quem os implantou e o que estão autorizados a fazer, sob risco de serem limitados ou bloqueados por suspeita de fraude. Nada é obrigatório ainda e não existe um padrão dominante, mas empresas que rodam fluxos agentivos junto a processadoras de pagamento, bancos ou plataformas de e-commerce devem observar quais esquemas de credenciamento seus fornecedores e parceiros começam a reconhecer, já que os ciclos de adoção, segundo o próprio relato da Baselayer sobre integração de instituições financeiras e lojistas, levam de 12 a 24 meses.

O Crunchbase News relata que a Baselayer, startup de San Francisco que ajuda instituições financeiras a verificar empresas e avaliar risco de fraude, captou uma Série A de US$ 35 milhões liderada pela M13, com participação da Picus Capital, Torch Capital, Afore Capital e de Matt Thompson, da Socure. A rodada eleva o total captado a cerca de US$ 40 milhões desde a fundação da empresa, em 2023, segundo o cofundador e CEO Jonathan Awad.

A plataforma atual da Baselayer é voltada à verificação Know Your Business (KYB), detecção de fraude e gestão de risco. Mais de 2.000 instituições financeiras — mais de 20% delas nos Estados Unidos — usam a tecnologia, e a empresa afirma ter ajudado clientes a evitar mais de US$ 1 bilhão em perdas por fraude. A Baselayer tem cerca de 50 funcionários entre San Francisco e Nova York e diz ter atingido receita de oito dígitos em menos de dois anos.

Junto com a captação, a Baselayer lançou sua Agentic Identity Suite, estendendo sua rede de identidade das empresas para os agentes de IA que transacionam em nome delas. O centro do sistema é chamado de Know Your Agent (KYA), projetado para determinar quem implantou um agente, quem esse agente representa e se ele tem permissão para executar uma tarefa específica. O mecanismo funciona emitindo a um agente autorizado uma credencial que ele pode apresentar ao tentar uma compra ou interação; um lojista, banco ou plataforma pode então usar essa credencial para decidir se permite a transação.

Awad descreveu o problema como uma questão de descartabilidade: agentes muitas vezes são criados para uma única tarefa e desaparecem logo depois, deixando pouco histórico para um provedor de risco avaliar. "Os agentes sobem e depois somem", disse. Sem uma forma de comprovar legitimidade, argumentou, os agentes serão bloqueados de imediato ou recorrerão a subterfúgios apenas para concluir as tarefas atribuídas.

A Baselayer trabalha com desenvolvedores de agentes, processadoras de pagamento, lojistas e provedores de detecção de fraude — incluindo FIS, Prove e Socure — para emitir e reconhecer sua credencial. Awad afirmou que relações com instituições financeiras normalmente levam de 12 a 18 meses para se estabelecer, e parcerias com grandes lojistas podem levar até 24 meses, embora relações de revenda já existentes possam acelerar o processo.

Karl Alomar, managing partner da M13, disse que sua visão sobre a empresa mudou à medida que os pagamentos por agentes de IA surgiram como categoria: "Todo agente, no fim das contas, vai ter que estar vinculado a algo real." Segundo ele, a infraestrutura de identidade do comércio nunca foi construída para software que abre contas, movimenta dinheiro ou entra em transações em nome de outra pessoa, e ele espera que a identidade se torne infraestrutura fundamental para o que chama de economia agentiva.

A empresa reconhece que sua tecnologia não impede que um modelo ignore instruções ou explore uma vulnerabilidade — ela verifica credenciais no momento da transação externa, não o comportamento do próprio modelo. Atualmente não existe um padrão dominante da indústria para credenciais de agentes.

Fonte: Crunchbase News

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