A Replit, plataforma no navegador para criar e publicar aplicativos, deixou a Anthropic de lado como fornecedora do modelo padrão, segundo o CEO Amjad Masad. Ele fez os comentários no palco do TechCrunch Disrupt, conforme noticiou o TechCrunch.
O que Masad disse
Masad afirmou que a decisão teve vários motivos, entre eles o custo. Ele argumentou que o ChatGPT hoje atende melhor às necessidades da Replit e citou um benchmark interno e outro público. Segundo ele, dois modelos que chamou de Sol e Astra se saem consistentemente melhor na criação de aplicativos do zero. Resumiu a decisão como uma escolha baseada em custo, parceria e desempenho.
Depois da sessão, ele esclareceu que a Anthropic não saiu por completo. Os clientes ainda podem escolher os modelos da Anthropic na plataforma, mas o ChatGPT, da OpenAI, agora é o padrão. Ele também descreveu a OpenAI como a parceira preferencial para alimentar o Replit Agent e disse que a Replit continua agnóstica em relação a modelos.
Por que o padrão importa
O TechCrunch observa que a maioria dos clientes mantém o modelo padrão em vez de escolher um por conta própria. Isso significa que a troca pode reduzir bastante o gasto da Replit com a Anthropic. Masad disse que, até pouco tempo atrás, a Replit era uma das cinco maiores clientes da Anthropic. Antes do acordo com a OpenAI, anunciado em agosto, a Replit dependia dos modelos Claude, da Anthropic, para rodar a plataforma.
O que é contestado
O relato não é consenso. Uma pessoa familiarizada com a relação entre Anthropic e Replit, que pediu para não ser identificada, disse ao TechCrunch que a parceria continua em vigor. Isso não foi confirmado oficialmente por nenhuma das duas empresas na fonte. O TechCrunch também apurou que um post do blog da Replit, do fim de setembro, citava dois modelos Claude rodando no ambiente de produção do Replit Agent, e que um funcionário de produto da Replit publicou no X sobre o uso de um modelo de ponta da Anthropic mais ou menos na mesma época.
Outros pontos da sessão
Masad disse que o segmento corporativo representou cerca de 2% da receita da Replit no ano passado e deve chegar a cerca de 15% neste ano, com mais de 50% da receita vindo de B2B. Ele contou ao TechCrunch que espera que mais da metade da receita de 2027 venha de clientes corporativos e do governo. Também afirmou que agentes precisam de um ambiente controlado, com orquestração, recuperação de erros, isolamento (sandbox), rede, identidade e autorização, antes de poderem ser colocados em produção com segurança.